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Mostrando postagens de outubro, 2025

Crente do rabo quente

Nossa, como eu odiava ouvir isso! Ouvia isso com o rabinho morninho entre as pernas. Cresci numa família evangélica, assembleiana. Sabem a série Chewing Gum, com a Michaela Coel? Pois eu me identifico muito com a personagem dela, mas sobretudo me identifico com Cyntia, beatíssima. Não bastava ser crente, eu tinha um Q de pregadorinha mirim. Na adolescência da minha irmã, coitada, como eu incomodava, mas ao mesmo tempo eu era bem consciente de como a igreja era preconceituosa com minorias e eu sempre tive esse outro Q progressista, só reproduzia muito machismo mesmo, então qualquer coisa que a sociedade crente achava que era safadeza, eu repudiava.  Olha como o mundo da voltas... Uma safada de carteirinha, líder do sindicato. Há exatos 20 anos eu deixava de ser crente oficialmente na festa de aniversário da minha amiga. (eita, acabo de perceber que faz 21 anos, mas número redondo dá mais impacto e ano passado não fiz nenhuma reverência). Deixar de ser crente, assembleiana foi a melh...

Vi(r)a-láctea: uma cadela do espaço

Agora pensei em escrever um espetáculo das galáxias, com uma cadelinha caramelo que curte astronomia e um dia apreciando as próprias tetinhas nomeia cada uma delas com um nome de planeta. Um espetáculo infantil para adultos. Sabiam que na academia existe desde os anos 90 pelo menos uma grande discussão sobre não chamar espetáculos para crianças de infantil? Em qualquer discussão que não me custa nada mudar o repertório vocabular, eu troco, então desde então só chamo espetáculo para crianças como tal, dito isso, o espetáculo infantil é por ser adjetivadamente infantil e não para o público de crianças. Talvez até seja meio fetichista. É uma santa paz saber que ninguém mais tá lendo blog, aí eu digo essas coisas, meio rindo, meio sério. Um dia apaixonada bebo alguma coisa e menciono que ainda escrevo num blog e aí vão ser dias de que merda que merda que merda boca grande... Não somos iguais, quando falam na festa do céu, você pensa no jacaré que não entrou e eu penso nos cachorros que saí...

Intelectuais de biquíni ou...

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Dia desses saí com uma roupa inadequada para o calor que fez em Porto Alegre , porque essa cidade geminiana-de-março faz o que quer. O advento de uma crise climática , meus caros, mexe com tudo! Pois eu estava na rua da praia, sem praia, e passei por uma ex-colega que estava indo para sua aula de pós-graduanda que é, vestindo um maravilhoso shortinho beiracu, tipo os que meu pai usava nos anos 70. Se existe algo que precisa voltar para o armário é o beiracu for the masses porque entre nós garotas y garotes in-telectuais, não vai ter fogo no cool que não seja expiado! Aí nessa andança pensei na frase acima e já decretei que vai ser uma performance. Agora só falta algumas grande instituição me proporcionar bastante dinheiro para ouvir o que temos pesquisado em trajes de banho.SINOPSE: o que grandes g̶o̶s̶t̶o̶s̶a̶s̶ intelectuais tem pesquisado... Acontece que eu tenho um medo ancestral, aquele medo da pessoa negra de ser chamada de ladra,  sabe?! Então sempre que acho que pensei algo ...