Crente do rabo quente
Nossa, como eu odiava ouvir isso!
Ouvia isso com o rabinho morninho entre as pernas. Cresci numa família evangélica, assembleiana. Sabem a série Chewing Gum, com a Michaela Coel? Pois eu me identifico muito com a personagem dela, mas sobretudo me identifico com Cyntia, beatíssima. Não bastava ser crente, eu tinha um Q de pregadorinha mirim. Na adolescência da minha irmã, coitada, como eu incomodava, mas ao mesmo tempo eu era bem consciente de como a igreja era preconceituosa com minorias e eu sempre tive esse outro Q progressista, só reproduzia muito machismo mesmo, então qualquer coisa que a sociedade crente achava que era safadeza, eu repudiava.
Olha como o mundo da voltas... Uma safada de carteirinha, líder do sindicato.
Há exatos 20 anos eu deixava de ser crente oficialmente na festa de aniversário da minha amiga.
(eita, acabo de perceber que faz 21 anos, mas número redondo dá mais impacto e ano passado não fiz nenhuma reverência).
Deixar de ser crente, assembleiana foi a melhor e mais corajosa demonstração de amor-próprio. Tenho muito pena de mulher crente, mas tem umas que são o cão, que parece que não existe mesmo um cérebro embaixo daquela cabeleira que pense o quanto a sua condição é de subjugada. Coisa mais tonha... Mas sinto pena. Mas abro os olhos porque na primeira chance me queimariam real e metaforicamente.
Jovem, não seja crente
Tenha sua fé no que quiser, seja uma pessoa boa
Não seja crente.
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