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Não queira cheiro de rosas se você fez merda

 E eu nem estou falando dos outros. Se coubesse explicar minha história, acho que seria entendido porque um série de decisões me trouxeram até este ponto em que eu reconheço a merda feita e não corro para limpar a minha imagem. Ok, a merda eu limpo, mas o fedor fica no ar.  Tem a ver com ter sido crente, tem a ver com o medo da solidão... Aí o Djonga vem e lança aquela intro que vai tomar no cu, mó gatilho... Se existe um ano que errei e continuei no erro, o ano é esse. Não porque tenho orgulho, não porque acho bonito é menos ainda porque sou exemplar, mas porque preciso entender quem fica. Quem fica se eu não dou suporte ou uma compreensão fenomenal?  Assim como uma das piores brigas que tive em família, hoje de novo ponho as cartas na mesa, não quero estar no meio da reclamação ouvindo, acolhendo, traduzindo em palavras amenas sentimentos para no fim acontecer a história mais velha do mundo: se matar o mensageiro. Não sou a mensageira alalalalallalalsjsjshdhhsallalala n...

Vai rindo para ver onde você vai parar

 Já escrevi um texto que menciona isso, de outra forma, mas está na essência. Encontrar alguém que ria das mesmas coisas, bicho... Que sensação agradável, gostosa, me arrepio só de pensar.  É duas da manhã, você perdeu o sono e pega o maldito celular para scrollar e vê alguma coisa absurda, um trocadilho, uma merda feita por ia, a Anitta com a cara do It ou qualquer estático da Gretchen e você lembra, ah você lembra, de quem iria rir tanto quanto você daquilo. Os pêlos mais finos do corpo te contam que existem ficando eretos...  Uma possível cura é você olhar e ver que mais 50 mil pessoas curtiram, então não foi um encontro de almas e sim, algoritmico. Meu vício é cortar romantismo pela raiz, porém, o bicho vinga, né? E volta, entre um hahaha e um hohoho.  A graça passa. A piada fica. 

Crente do rabo quente

Nossa, como eu odiava ouvir isso! Ouvia isso com o rabinho morninho entre as pernas. Cresci numa família evangélica, assembleiana. Sabem a série Chewing Gum, com a Michaela Coel? Pois eu me identifico muito com a personagem dela, mas sobretudo me identifico com Cyntia, beatíssima. Não bastava ser crente, eu tinha um Q de pregadorinha mirim. Na adolescência da minha irmã, coitada, como eu incomodava, mas ao mesmo tempo eu era bem consciente de como a igreja era preconceituosa com minorias e eu sempre tive esse outro Q progressista, só reproduzia muito machismo mesmo, então qualquer coisa que a sociedade crente achava que era safadeza, eu repudiava.  Olha como o mundo da voltas... Uma safada de carteirinha, líder do sindicato. Há exatos 20 anos eu deixava de ser crente oficialmente na festa de aniversário da minha amiga. (eita, acabo de perceber que faz 21 anos, mas número redondo dá mais impacto e ano passado não fiz nenhuma reverência). Deixar de ser crente, assembleiana foi a melh...

Vi(r)a-láctea: uma cadela do espaço

Agora pensei em escrever um espetáculo das galáxias, com uma cadelinha caramelo que curte astronomia e um dia apreciando as próprias tetinhas nomeia cada uma delas com um nome de planeta. Um espetáculo infantil para adultos. Sabiam que na academia existe desde os anos 90 pelo menos uma grande discussão sobre não chamar espetáculos para crianças de infantil? Em qualquer discussão que não me custa nada mudar o repertório vocabular, eu troco, então desde então só chamo espetáculo para crianças como tal, dito isso, o espetáculo infantil é por ser adjetivadamente infantil e não para o público de crianças. Talvez até seja meio fetichista. É uma santa paz saber que ninguém mais tá lendo blog, aí eu digo essas coisas, meio rindo, meio sério. Um dia apaixonada bebo alguma coisa e menciono que ainda escrevo num blog e aí vão ser dias de que merda que merda que merda boca grande... Não somos iguais, quando falam na festa do céu, você pensa no jacaré que não entrou e eu penso nos cachorros que saí...

Intelectuais de biquíni ou...

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Dia desses saí com uma roupa inadequada para o calor que fez em Porto Alegre , porque essa cidade geminiana-de-março faz o que quer. O advento de uma crise climática , meus caros, mexe com tudo! Pois eu estava na rua da praia, sem praia, e passei por uma ex-colega que estava indo para sua aula de pós-graduanda que é, vestindo um maravilhoso shortinho beiracu, tipo os que meu pai usava nos anos 70. Se existe algo que precisa voltar para o armário é o beiracu for the masses porque entre nós garotas y garotes in-telectuais, não vai ter fogo no cool que não seja expiado! Aí nessa andança pensei na frase acima e já decretei que vai ser uma performance. Agora só falta algumas grande instituição me proporcionar bastante dinheiro para ouvir o que temos pesquisado em trajes de banho.SINOPSE: o que grandes g̶o̶s̶t̶o̶s̶a̶s̶ intelectuais tem pesquisado... Acontece que eu tenho um medo ancestral, aquele medo da pessoa negra de ser chamada de ladra,  sabe?! Então sempre que acho que pensei algo ...

Tá, mas e o final de Conclave, hein?

Começo por dizer que não vi e nem comi, só ouço falar e espero que após ver isso soe como uma piada astuta. O que eu sei é que quem viu fala do final e quem viu no cinema destaca o público sexagenário, supostamente católico, que estava na plateia com vontade de ser uma mosquinha. O que acontece nesse final, hein?! Eu não gosto de ver spoiler e escrever isso, qualquer coisa sobre o filme, é como implorar para os algoritmos me jogarem na cara o que acontece e por isso sinto que terei que levantar da cama e do vento bafudo do meu ventilador retrátil de teto e ir até um cinema de shopping me agraciar com um ar condicionado bombante para descobrir o que rola no hall papal. A fotografia parece linda, mas eu tô é pela baixaria. ... Mudando de assunto. Ia falar sobre uma questão mas temo que esbarre em questões contratuais então calarei e volto assim que for seguro.

Quando eu vou te ver na globo?

 Ou como diz meu diretor "no doze". É, galerinha, agora tem data. A pergunta mais ouvida desde 2005 quando decidi estudar teatro vai ter uma resposta precisa. Mas vamos contextualizar o mundo atual: está rolando a corrida do Oscar de Ainda Estou Aqui e, vamos combinar, que nós brasileiros y internet fazemos alguns estragos e acontece que não corrida, cheio de indicações, também está Emília Perez, um filme dirigido por um francês que se passa no México, com uma histórica sobre Mexicanos mas sem atores protagonistas mexicanos e sem estudar o México para além de estereótipos. MAS O QUE ISSO TEM A VER? Tem a ver que a atriz que faz Emília Perez é uma mulher trans, o que é muito bacana, porém... Como o filme estava sendo bastaaaaaaante criticado e houve uma união da latam em torno de ainda estou aqui, o povo encheu de comentários pró-fernanda e a K.S.Gascon foi reclamar que A EQUIPE do filme estava endossando ataques a ela e aí menina... Foram revirar os tuítes da gata e acharam c...