Terrorismo Socialite
Há uns bons 13-14 anos comecei elaborar um pensamento que poderia já ter sido legitimado em uma dissertação de mestrado ou em uma performance. Quanto ao mestrado, a única vez que tentei, tentei tentando me passar por uma pesquisadora de coisas sérias e sendo assim, não deu. Um dia quem sabe. Não que não haja seriedade, mas sou um pouco fora da curva como só alguns podem ser. Outra hora falamos disso.
Uma vez uma galera que organização um festival de apartamento - que época boa aquela das performances em apartamento - me propuseram de levar esse conceito para uma arena, mas eu não estava pronta e acho que a coisa é mais forte enquanto fantasma do que se tentarmos representá-la. Exemplificarei.
Ontem na TV falando sobre as enchentes que destruíram grande parte do Rio Grande do Sul, deixando dezenas (por enquanto) de vítimas fatais, centenas de milhares de pessoas desalojadas, casas, empresas, indústrias, teatros, bancos, bibliotecas, museus, tudo de tudo debaixo d'água, uma terrorista socialite, dessas que podem comentar de tudo em horário nobre, em tv aberta, para milhões de pessoas, se solidarizou conosco, riquinha e, no auge do seu exercício de empatia, mencionou que no natal de 2023 teve suas jóias roubadas e que ISSO foi doloridíssimo.
ISSO. FOI. DOLORIDÍSSIMO.
não quero diminuir a dor dela (hoje queria aumentar, inclusive), mas desejaria que ela se calasse e não tivesse espaço para reflexões de tal sensibilidade.
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