Taxímetro
Não reconheci a estrada que deveria estar me levando para casa. A chuva forte e os vidros embaçados já são tão corriqueiros que não saber é um mero detalhe, mas por um instante meu coração acelerou e tive um medo diferente de todos os muitos medos que venho sentido desde que o rio grande do sul começou acabar: este homem em seu carro pode me fazer algum mal se assim decidir. Tenho dito e escrito que nenhum mal pára de ocorrer porque outro novo e gigante se instaurou, mas acontece que vamos esquecendo, nossa mente acaba sendo tomada pelo desespero que é viver num lugar que chove e desola que parece que não existe cérebro para outra atenção. Comecei a escrever para fugir deste medo. Há muito tempo ensaiei um texto chamado taxímetro, onde viajava na viagem perigosa a ambos que é uma corrida, mas como muita coisa que comecei, ela parou no caminho. Escrevi para me distrair e agora já reconheço o bairro em que estou. A chuva também já não é tão marcante. A defesa civil envia novo SMS av...