Tem dias que eu me olho profundamente no espelho e repito que não vou mais não não me importar com a feitura. Isso mesmo, não-não, ou seja, começarei a me importar. Não sairei feia, não estarei feia, não vestirei roupa feia mas aí vem o outro dia e acordo feia, me sentido feia, sendo feia, alma feia, palavra feia, autodepreciativa...Oh coisa feia. É comum olhar fotos de épocas que eu me achava intimamente feia, porque publicamente jamais fiz o que estou fazendo agora, me colocar num lugar que autoriza o outro ao meu menosprezo, mas dado que agora tenho terapia encaminhada pelo plano acho que posso aflorar o que de tão podre me apodrece, para ver se quem sabe fertilizo uma semente oculta no peito e trago uma bela flor, fruto da beleza pueril da juventude que não tenho mais. Nessas fotos antigas onde me achava feia na época vejo que estava linda, linda mesmo, é que o que era feia era a pressão estética onde todo mundo tem que ser assim, assado. Agora todo mundo quer ter lábios...